Algum tempo passou desde que falei contigo pela ultima vez. Sinto que estas comigo mas estas em paz, que agora nao tentas falar comigo para te explicares pelas coisas menos boas. Pelas coisas que me magoaram e me mudaram para sempre. Ja nao choro no comboio a caminho de casa, sinto apenas que estou mais completa. Mais madura. Mais feliz com a minha vida. Comigo e com o pouco que atingi mas que me faz sorrir. Parei de lutar contra fantasmas. Luto apenas pelo meu futuro e nao pelo meu passado. E amo a vida de novo, sinto de novo o vento e simplesmente me sinto feliz por estar viva, por ter aqueles que amo e que realmente me interessam felizes, interessados na vida de novo, completos e ansiosos pelo que a vida lhes pode trazer. Obrigada por estares sempre comigo, por me amares tanto o que te eu amo. Sem perguntas, sem duvidas, so amor por amor. Se me olhares desse teu lugar espero que te sintas orgulhoso de mim, eu tou orgulhosa de ti! De nunca teres desistido, mesmo com o mundo contra ti, sozinho, perdido, sem amor de verdade ao teu lado. Perdoa as minhas malandrices (sei que sim) e fica sempre do meu lado.
Eu vou continuar sempre a falar contigo, sei que me vais ouvir sempre, e a olhar para o horizonte e imaginar que te dou a mao, que te dou um beijo e a tua barba me faz cocegas... que me dizes - tens a certeza que e isso que queres? Que me apoias, independentemente do que eu decida. E nao te preocupes, ela vai te perdoar, mas precisa de mais tempo. A ferida e maior. Demora mais tempo a curar. Vai olhando por ela e ajuda-a, ela vai conseguir...
Ate ja,
Pastorinha in Wonderland
Sábado, 24 de Setembro de 2011
Sábado, 2 de Julho de 2011
THE day
Today is THE day. The day you wake up really early even if you don't have any plans or have to go to work. The day you wake up with a strange feeling that feels right. The day you decide you want more for your life. The day you say no to something that has no future, the day you take a decision and you follow it, it doesn't matter how much it will hurt or who it will hurt. The day you assume what you want and have the moral courage to say it. The day you seek clarification and if not a hundred per cent content you say: NO! I WANT MORE! I DESERVE MORE!
Today is THE day. That day I was fearing for a while, the day I will ask you what do you want for your life? The day I will discover if I want you in my future or not. The day I will give you one last chance to prove me all this time wasn't a lie. The day I will decide if you will be friend, partner for life or nothing. Our future is in your hands. Choose carefully because this time there won't be tears or sad excuses in the world that will save you.
Today is THE day, that I am giving you the chance to explain me what you meant with your words, that you should consider yourself lucky enough to give the chance to explain, to have me here waiting and not packed to go. Because that is what I feel - I feel like leaving and not talking to you again, but after tears, feeling a hole in my chest, feeling betrayed and going from sadness to rage, from rage to reason that I need to listen and not doing something I might regret like many things in the past.
Your turn now.
Today is THE day. That day I was fearing for a while, the day I will ask you what do you want for your life? The day I will discover if I want you in my future or not. The day I will give you one last chance to prove me all this time wasn't a lie. The day I will decide if you will be friend, partner for life or nothing. Our future is in your hands. Choose carefully because this time there won't be tears or sad excuses in the world that will save you.
Today is THE day, that I am giving you the chance to explain me what you meant with your words, that you should consider yourself lucky enough to give the chance to explain, to have me here waiting and not packed to go. Because that is what I feel - I feel like leaving and not talking to you again, but after tears, feeling a hole in my chest, feeling betrayed and going from sadness to rage, from rage to reason that I need to listen and not doing something I might regret like many things in the past.
Your turn now.
Sábado, 10 de Julho de 2010
Confusao
Confusao de ideias
de sentimentos
de estados
de amor...
Estado de dependencia
de independencia
ou simplesmente estado de estar
so por estar
so porque se esta
sem porque
sem onde ou como
so porque sim
ou porque nao existe mais nada....
raiva por nao saber como reagir
ou se reagir
ou se so aceitar
ou bater a porta e dizer adeus...
ate ja
at breve ou apenas
adeus...
amizade
algo mais
ou nada
mentira
omissao
vergonha
honestidade
veracidade
demasiada informacao
conta-me tudo
nao contes nada
ou vai dando noticias?
volta para casa
nao voltes mais
ou volta um dia?
amo-te
ou nao te amo?
estarei apenas magoada
surpresa
ou desapontada?
sera que esperei de mais
ou sera que constantemente mantenho as minhas expectativas em funcao de algo?
mentira ou omissao?
nao e a mesma coisa?
se no presente permanece escondido e de repente e revelado deve ser
perdoado?
entendido?
esquecido?
odiado?
dar tempo ou tempo, ou tempo nenhum
sozinha ou com a tua companhia?
?
?
?
de sentimentos
de estados
de amor...
Estado de dependencia
de independencia
ou simplesmente estado de estar
so por estar
so porque se esta
sem porque
sem onde ou como
so porque sim
ou porque nao existe mais nada....
raiva por nao saber como reagir
ou se reagir
ou se so aceitar
ou bater a porta e dizer adeus...
ate ja
at breve ou apenas
adeus...
amizade
algo mais
ou nada
mentira
omissao
vergonha
honestidade
veracidade
demasiada informacao
conta-me tudo
nao contes nada
ou vai dando noticias?
volta para casa
nao voltes mais
ou volta um dia?
amo-te
ou nao te amo?
estarei apenas magoada
surpresa
ou desapontada?
sera que esperei de mais
ou sera que constantemente mantenho as minhas expectativas em funcao de algo?
mentira ou omissao?
nao e a mesma coisa?
se no presente permanece escondido e de repente e revelado deve ser
perdoado?
entendido?
esquecido?
odiado?
dar tempo ou tempo, ou tempo nenhum
sozinha ou com a tua companhia?
?
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?
Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Let it snow...
Gosto de neve. Gosto das gotas de chuva gelada que se seguem e lentamente a derretem, dos raios de sol que timidamente espreitam e degelam o que resta de branco... gosto de ver novamente as cores do meu pequeno jardim... o verde, o amarelo, o laranja, o vermelho...
Gosto do frio do Inverno, de sentir os flocos de neve... de abrir os braços e sentir cada bocadinho a derreter em cada bocadinho do pele que alcança... de sentir como sou priveligiada de ter sequer a capacidade de sentir...
Gosto de saber que aqui, hoje e neste momento sou só eu e tu, abraçados no nosso pequeno sofá, da nossa pequena casa, no nosso pequeno mundo mas que significa tudo...
Gosto de viver neste pequeno globo que mesmo que seja virado ao contrário lentamente volta ao normal... de saber que mesmo frio lá fora fazemos deste lugar um sitio bonito, agradável, cheio de tudo que é mais importante na vida...
Gosto deste mundo que é só nosso, de saber que temos apenas que abrir os olhos e perceber como a maior sorte do mundo não está em coisas coisificadas, mas sim na simplicidade das coisas que a vida nos oferece. Em valorizar aquilo que temos e, sem por de parte a ambiçao de querer mais, deixar de chorar por aquilo que não sabemos se algum dia vamos ter...
Os anos passam, se passam... e no final resta apenas aquilo que somos e não aquilo que temos... aquilo que vivemos e não o que poderemos viver. Cada momento. Bom ou mau não interessa. Interessa apenas olhar para nós próprios e gostar do que somos. Não do que temos. Fora do nosso belo globo de neve, comfortável e seguro existe um mundo bem diferente. Bem menos bonito. Muito mais triste. Muito mais menos...
Gosto de neve. Gosto de chuva. Gosto de sol. Gosto de saber que no mais profundo de mim encontro alegria nas coisas mais simples. Gosto de saber que vou continuar a ser louca e feliz com a minha loucura. De acordar de manhã e apreciar o que a minha vida é. De encontrar conforto nos teus braços e ser feliz com tão pouco. De olhar para trás e me sentir orgulhosa de continuar a ser a pessoa que sou. Sem lamentos. Com esperança. Mesmo que todas as portas se encerrem... e que o vento feche todas as janelas...
Gosto do frio do Inverno, de sentir os flocos de neve... de abrir os braços e sentir cada bocadinho a derreter em cada bocadinho do pele que alcança... de sentir como sou priveligiada de ter sequer a capacidade de sentir...
Gosto de saber que aqui, hoje e neste momento sou só eu e tu, abraçados no nosso pequeno sofá, da nossa pequena casa, no nosso pequeno mundo mas que significa tudo...
Gosto de viver neste pequeno globo que mesmo que seja virado ao contrário lentamente volta ao normal... de saber que mesmo frio lá fora fazemos deste lugar um sitio bonito, agradável, cheio de tudo que é mais importante na vida...
Gosto deste mundo que é só nosso, de saber que temos apenas que abrir os olhos e perceber como a maior sorte do mundo não está em coisas coisificadas, mas sim na simplicidade das coisas que a vida nos oferece. Em valorizar aquilo que temos e, sem por de parte a ambiçao de querer mais, deixar de chorar por aquilo que não sabemos se algum dia vamos ter...
Os anos passam, se passam... e no final resta apenas aquilo que somos e não aquilo que temos... aquilo que vivemos e não o que poderemos viver. Cada momento. Bom ou mau não interessa. Interessa apenas olhar para nós próprios e gostar do que somos. Não do que temos. Fora do nosso belo globo de neve, comfortável e seguro existe um mundo bem diferente. Bem menos bonito. Muito mais triste. Muito mais menos...
Gosto de neve. Gosto de chuva. Gosto de sol. Gosto de saber que no mais profundo de mim encontro alegria nas coisas mais simples. Gosto de saber que vou continuar a ser louca e feliz com a minha loucura. De acordar de manhã e apreciar o que a minha vida é. De encontrar conforto nos teus braços e ser feliz com tão pouco. De olhar para trás e me sentir orgulhosa de continuar a ser a pessoa que sou. Sem lamentos. Com esperança. Mesmo que todas as portas se encerrem... e que o vento feche todas as janelas...
Sábado, 8 de Agosto de 2009
Pés descalços
Fecho os olhos e imagino que sou capaz de voar, de ser livre... das ausências que sinto resta apenas memória... olho para os meus pés descalços (iguais ao teus) e imagino que estás comigo. Sou mesmo aquela semente que deixaste para trás no teu último adeus que não chegou estupidamente a ser feito.
Sou mulher, sou forte, sou pessoa... aparentemente sou aquela que não sente, que aguenta tudo, que nada afecta... na verdade deito o meu corpo cansado no meu velho sofá e apenas fecho os olhos, imagino que não sou de carne e osso... que não sou sequer humana... que já não me apetece lutar por mais nada... para quê? Sinto que já passou o meu tempo. Na frustação de muitas situações que por mim passaram vejo a razão para estar sozinha. Na memória das minhas ausências quero apenas esquecer, deixar de ser, de estar ou conhecer. Porque não me visitas em sonhos e temos aquela conversa que tanto preciso? Por favor fala comigo... palavras sábias as tuas quando te referiste à saudade que iria sentir da tua hiper protecção. Já sabias que te ías embora muito antes de o fazeres... não tens esse direito. Deves à minha simples pessoa uma explicação... quando na verdade apenas quero nada mais que uma abraço. Da nossa última coversa onde questionaste se eu estava feliz, eu menti. Sem ti não consegui nunca ser completamente feliz. Fizeste de mim o que sou hoje e ninguém te tira essa vitória... mas deste a esta simples pessoa um perspectiva de vida que não quero...
Como te amo... como te vou amar sempre... como te perdoo... como te arrependo de ter feito birra e não ter falado mais contigo... porque me excluiste... eu nunca o fiz sabes?
Por favor... fala comigo. Aparece esta noite nos meus sonhos e fala comigo. Deixa-me dizer tudo aquilo que preciso. Tira este peso da minha vida. Diz que me amas também. Diz que estás bem nesse sitio desconhecido que tentei sempre ignorar. Diz que tens orgulho em mim e que me perdoas por fingir que não queria mais te ouvir... Vou esperar por ti. Tal como o fiz sempre, inutilmente... porque nunca voltaste... como adorava poder voltar atrás dez anos da minha vida e ter impedido o tempo. Ter congelado todos os bons momentos que passamos. As tuas piadas repetidas, as tuas parvoíces que me faziam corar...
Que raiva que sinto por te ter visto pela última vez da maneira que foi... anos longe de mim para voltares assim? Para te imaginar desta forma? Não quero. Não aceito. Não é justo.
Sou mulher, sou forte, sou pessoa... aparentemente sou aquela que não sente, que aguenta tudo, que nada afecta... na verdade deito o meu corpo cansado no meu velho sofá e apenas fecho os olhos, imagino que não sou de carne e osso... que não sou sequer humana... que já não me apetece lutar por mais nada... para quê? Sinto que já passou o meu tempo. Na frustação de muitas situações que por mim passaram vejo a razão para estar sozinha. Na memória das minhas ausências quero apenas esquecer, deixar de ser, de estar ou conhecer. Porque não me visitas em sonhos e temos aquela conversa que tanto preciso? Por favor fala comigo... palavras sábias as tuas quando te referiste à saudade que iria sentir da tua hiper protecção. Já sabias que te ías embora muito antes de o fazeres... não tens esse direito. Deves à minha simples pessoa uma explicação... quando na verdade apenas quero nada mais que uma abraço. Da nossa última coversa onde questionaste se eu estava feliz, eu menti. Sem ti não consegui nunca ser completamente feliz. Fizeste de mim o que sou hoje e ninguém te tira essa vitória... mas deste a esta simples pessoa um perspectiva de vida que não quero...
Como te amo... como te vou amar sempre... como te perdoo... como te arrependo de ter feito birra e não ter falado mais contigo... porque me excluiste... eu nunca o fiz sabes?
Por favor... fala comigo. Aparece esta noite nos meus sonhos e fala comigo. Deixa-me dizer tudo aquilo que preciso. Tira este peso da minha vida. Diz que me amas também. Diz que estás bem nesse sitio desconhecido que tentei sempre ignorar. Diz que tens orgulho em mim e que me perdoas por fingir que não queria mais te ouvir... Vou esperar por ti. Tal como o fiz sempre, inutilmente... porque nunca voltaste... como adorava poder voltar atrás dez anos da minha vida e ter impedido o tempo. Ter congelado todos os bons momentos que passamos. As tuas piadas repetidas, as tuas parvoíces que me faziam corar...
Que raiva que sinto por te ter visto pela última vez da maneira que foi... anos longe de mim para voltares assim? Para te imaginar desta forma? Não quero. Não aceito. Não é justo.
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
"Até já"
Está a chegar a hora de novo "até já". Frase prolongada no tempo e repetida sempre que se acaba algo. Um momento. Um sorriso. Uma vida. É uma forma de não dizer adeus. De esquecer a saudade. De encurtar o tempo e reduzir a ausência.
Mais uma vez o vou dizer. De coração partido e cheia de ausência de vontades. Com a consciência que tem que ser dito e com a certeza que não o quero fazer. Não quero dizer "até já" ao cheiro da minha aldeia. Ao sorriso da minha mãe. Ao riso malandro do meu irmão. Ao calor do meu sol que me alegra e conforta. Ao cheiro a mar da minha cidade, que encerra nas suas centenas de anos a pureza de ser simples. De ser feliz com tão pouco.
Custa cada vez mais a despedida. Como se uma parte de mim, aquela que nos dá identidade, ficasse encerrada numa caixinha de música que abre apenas quando chego a minha casa. Quando sinto o cheiro doce das minhas árvores de fruto, quando sinto o cheiro dos lençóis de algodão carinhosamente colocados pela minha mãe...
Não quero ir.
Mais uma vez o vou dizer. De coração partido e cheia de ausência de vontades. Com a consciência que tem que ser dito e com a certeza que não o quero fazer. Não quero dizer "até já" ao cheiro da minha aldeia. Ao sorriso da minha mãe. Ao riso malandro do meu irmão. Ao calor do meu sol que me alegra e conforta. Ao cheiro a mar da minha cidade, que encerra nas suas centenas de anos a pureza de ser simples. De ser feliz com tão pouco.
Custa cada vez mais a despedida. Como se uma parte de mim, aquela que nos dá identidade, ficasse encerrada numa caixinha de música que abre apenas quando chego a minha casa. Quando sinto o cheiro doce das minhas árvores de fruto, quando sinto o cheiro dos lençóis de algodão carinhosamente colocados pela minha mãe...
Não quero ir.
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Adeus
Porque foste embora? Porque não te dei nem um abraço? Porque te amo tanto e nunca mais to posso dizer? Só quero perceber porque a vida vale tão pouco, porque não passo de uma miserável que foi cobarde o suficiente para não mostrar o que sentia... se me consegues ouvir, desse lugar estranho que ainda não consigo acreditar se existe - amo-te, devo a ti o que sou hoje e a coisa que mais queria no mundo era to poder dizer, to poder expressar, te poder abraçar, amar, sentir, chorar tudo e esquecer e contigo começar uma nova fase, te apresentar a pessoa que amo, os teus netos, a minha casa, a minha vida - tudo o que de mim faz parte e que agora nunca mais o vou poder fazer... esta ferida nunca mais vai curar... e pela primeira vez na vida digo nunca.
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