Onde moram todos os sorrisos do mundo?
Será que estão escondidos em algum continente, será que estão no céu que nos cobre ou no mar que nos rodeia? Será que estão escondidos em alguma cratera de algum vulcão que deixou de estar em actividade? Ou será que ficaram esquecidos na nossa infância?
Onde mora o teu sorriso? Já tentaste olhar à tua volta e receber apenas o mundo, sem o complicares ou estragares por coisas minúsculas que ultrapassam a pureza da alma. Para sorrir basta estar vivo, basta apenas ser simples, basta apenas ser algo... Basta apenas amar a vida. E aprender com o que nos magoa e fazer disso razão de querer viver MAIS. Mais que um sorriso é importante SENTIR esse sorriso. Acarinhar cada MOMENTO. Cada sentimento. Não ter medo.
Nem que amanhã o mundo caia por terra e tudo parece estar fora do seu lugar habitual. Um verdadeiro sorriso é aquele que surge de todas as boas recordações que temos e de todas as aprendizagens porque passamos. Boas ou más.
Então porque não me apetece sorrir???
sábado, 23 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
A verdade é aquilo em que acreditamos

Há uma pessoa na minha vida que muda a percepção de tudo e que me faz acreditar que ainda vale a pena ter o chamado “brilho nos olhos” – essa pessoa tem apenas 4 anos e sorri sempre e para toda a gente – é de pureza e simplicidade que falo: sem falsas intenções ou desejos, sem outras vontades ou desejos…
Já ninguém é criança, já ninguém é puro – muito menos sincero. Não há vontade de lutar pelo que verdadeiramente interessa, não existem noções de família, de verdade ou de tudo que são valores considerados nobres na boca, mas esquecidos na alma – tudo aquilo que me esforço por acreditar, mas que se torna mais e mais difícil à medida que o tempo passa.
Ouço muitas vezes falar de verdade – mas o que é a verdade se não aquilo em que acreditamos? Acho que agora toquei no ponto fraco: o problema está em acreditar. Como podemos acreditar se não existem valores, se discriminar alguém se tornou normal, se temos que pensar em nós primeiro pois mais ninguém o faz?
Voltando à criança.
Olho para aquela criança e dá-me um arrepio na espinha – com o crescer já não vai poder sorrir assim, vai ter que ser firme e não mostrar fraqueza para que não a calquem. É este o mundo que temos? Então não o quero. Se não podemos acreditar em nada ou ninguém, não vamos conseguir que acreditem em nós – nem nós mesmos vamos ser capazes de confiar em nós.
Penso novamente na criança e de repente percebo que afinal ainda é criança e ainda vai poder viver mais tempo na inocência de ser criança e os meus olhos voltam a brilhar e a esperança volta a nascer – esperemos que não cresça depressa, pois não sabe o que a espera…
Já ninguém é criança, já ninguém é puro – muito menos sincero. Não há vontade de lutar pelo que verdadeiramente interessa, não existem noções de família, de verdade ou de tudo que são valores considerados nobres na boca, mas esquecidos na alma – tudo aquilo que me esforço por acreditar, mas que se torna mais e mais difícil à medida que o tempo passa.
Ouço muitas vezes falar de verdade – mas o que é a verdade se não aquilo em que acreditamos? Acho que agora toquei no ponto fraco: o problema está em acreditar. Como podemos acreditar se não existem valores, se discriminar alguém se tornou normal, se temos que pensar em nós primeiro pois mais ninguém o faz?
Voltando à criança.
Olho para aquela criança e dá-me um arrepio na espinha – com o crescer já não vai poder sorrir assim, vai ter que ser firme e não mostrar fraqueza para que não a calquem. É este o mundo que temos? Então não o quero. Se não podemos acreditar em nada ou ninguém, não vamos conseguir que acreditem em nós – nem nós mesmos vamos ser capazes de confiar em nós.
Penso novamente na criança e de repente percebo que afinal ainda é criança e ainda vai poder viver mais tempo na inocência de ser criança e os meus olhos voltam a brilhar e a esperança volta a nascer – esperemos que não cresça depressa, pois não sabe o que a espera…
domingo, 3 de agosto de 2008
O dinheiro não traz felicidade, mas acalma extremamente os nervos…

Há um pormenor que eu não compreendo – se andam tantas pessoas desesperadas por um emprego, porque é que algumas empresas colocam anúncios do género: empresa xpto procura jovem dinâmico para integrar um projecto em conjunto com abc, dando preferência a pessoas com gosto por relações públicas: prometemos vencimento aliciante e oportunidades de carreira – quando na verdade devia ser assim: empresa xpto procura ingénuo sem experiência nenhuma para vender qualquer coisa de porta em porta, ganhando pouco ou nada – é isso que está a acontecer hoje em dia: embrulhados e mais uma vez a depender da generosidade do papá ou da mamã: estou a pensar seriamente em pedir a alguém que escreva “o dicionário da procura do emprego” – não só para quem procura, mas principalmente para quem coloca os anúncios!
A verdade é que muitas vezes somos obrigados a ceder a algo que não é o ideal mas serve para um desenrasque – e doentes e tristes lá vamos trabalhar na esperança de surja a tal oportunidade de ouro, onde vamos encontrar um cantinho só para nós, com tudo de bom e com uma remuneração ainda melhor… mas no dia seguinte acordamos e voltamos ao trabalho, mortinhos por adormecer novamente ao final do dia e sonhar com o emprego dos nossos sonhos.
A verdade é que entre enganos e desenganos um dia toda a gente vai encontrar o seu lugar ao sol, desde que não se esconda à sombra da bananeira, claro! Até lá, temos é que manter os nervos acalmados…
A verdade é que muitas vezes somos obrigados a ceder a algo que não é o ideal mas serve para um desenrasque – e doentes e tristes lá vamos trabalhar na esperança de surja a tal oportunidade de ouro, onde vamos encontrar um cantinho só para nós, com tudo de bom e com uma remuneração ainda melhor… mas no dia seguinte acordamos e voltamos ao trabalho, mortinhos por adormecer novamente ao final do dia e sonhar com o emprego dos nossos sonhos.
A verdade é que entre enganos e desenganos um dia toda a gente vai encontrar o seu lugar ao sol, desde que não se esconda à sombra da bananeira, claro! Até lá, temos é que manter os nervos acalmados…
Subscrever:
Mensagens (Atom)