sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Let it snow...

Gosto de neve. Gosto das gotas de chuva gelada que se seguem e lentamente a derretem, dos raios de sol que timidamente espreitam e degelam o que resta de branco... gosto de ver novamente as cores do meu pequeno jardim... o verde, o amarelo, o laranja, o vermelho...

Gosto do frio do Inverno, de sentir os flocos de neve... de abrir os braços e sentir cada bocadinho a derreter em cada bocadinho do pele que alcança... de sentir como sou priveligiada de ter sequer a capacidade de sentir...

Gosto de saber que aqui, hoje e neste momento sou só eu e tu, abraçados no nosso pequeno sofá, da nossa pequena casa, no nosso pequeno mundo mas que significa tudo...

Gosto de viver neste pequeno globo que mesmo que seja virado ao contrário lentamente volta ao normal... de saber que mesmo frio lá fora fazemos deste lugar um sitio bonito, agradável, cheio de tudo que é mais importante na vida...

Gosto deste mundo que é só nosso, de saber que temos apenas que abrir os olhos e perceber como a maior sorte do mundo não está em coisas coisificadas, mas sim na simplicidade das coisas que a vida nos oferece. Em valorizar aquilo que temos e, sem por de parte a ambiçao de querer mais, deixar de chorar por aquilo que não sabemos se algum dia vamos ter...

Os anos passam, se passam... e no final resta apenas aquilo que somos e não aquilo que temos... aquilo que vivemos e não o que poderemos viver. Cada momento. Bom ou mau não interessa. Interessa apenas olhar para nós próprios e gostar do que somos. Não do que temos. Fora do nosso belo globo de neve, comfortável e seguro existe um mundo bem diferente. Bem menos bonito. Muito mais triste. Muito mais menos...

Gosto de neve. Gosto de chuva. Gosto de sol. Gosto de saber que no mais profundo de mim encontro alegria nas coisas mais simples. Gosto de saber que vou continuar a ser louca e feliz com a minha loucura. De acordar de manhã e apreciar o que a minha vida é. De encontrar conforto nos teus braços e ser feliz com tão pouco. De olhar para trás e me sentir orgulhosa de continuar a ser a pessoa que sou. Sem lamentos. Com esperança. Mesmo que todas as portas se encerrem... e que o vento feche todas as janelas...